Se você procurou PDV gratuito Sebrae e não encontrou nenhum sistema com a marca do Sebrae, saiba que a confusão é comum e tem explicação. Antes de mais nada, vale separar duas coisas que carregam o mesmo nome: o PDV como espaço físico da loja, com balcão, vitrine e caixa, e o PDV como programa de frente de caixa, que registra a venda no computador. Assim, este artigo trata do segundo. Além disso, ele responde a pergunta que quase ninguém responde por completo: até onde vai o “grátis” dessa história, e o que acontece quando ele acaba.
O que é o PDV gratuito Sebrae, afinal
Em primeiro lugar, é preciso dizer com todas as letras: o sistema que as pessoas chamam de PDV gratuito Sebrae se chama MarketUP. De fato, o apelido nasceu de uma história concreta. Anteriormente, em outubro de 2013, o Sebrae abriu um edital procurando uma empresa disposta a ceder os direitos de uso de um sistema de gestão que incluísse emissão de nota fiscal, módulo de PDV e gestão de pessoas, para oferecer aos pequenos negócios. A empresa que atendeu ao edital foi a dona da marca MarketUP, e desde então o sistema é indicado pelo Sebrae.
Portanto, a relação existe de verdade — só não é a que muita gente imagina. Na verdade, o sistema é desenvolvido por uma empresa privada de tecnologia, criada em 2012. Ou seja, o Sebrae indica a ferramenta, mas não a desenvolve. Ainda assim, em setembro de 2026, a MarketUP continua aparecendo entre os parceiros listados no Sebrae Conecta, o programa de parcerias do Sebrae com empresas que oferecem ferramentas digitais.
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O Sebrae tem um sistema de PDV próprio?
Não. Antes de tudo, o Sebrae não vende nem desenvolve software de frente de caixa. Na verdade, o que ele faz é outra coisa: reúne parceiros de mercado num catálogo e indica ferramentas ao micro e pequeno empresário. Da mesma forma, o Sebrae também disponibiliza planilhas de gestão em Excel — são vinte modelos, de fluxo de caixa a controle de estoque, úteis para quem está começando. Contudo, a diferença é que a planilha exige digitação manual e não conversa com o estoque, o financeiro e a emissão de nota. O sistema, por sua vez, faz esse trabalho de uma vez só.
Aliás, essa distinção importa na hora de cobrar responsabilidade. Ou seja, quando algo dá errado no sistema, o caminho não é o Sebrae — é o suporte de quem desenvolve a ferramenta, ou o consultor que fez a implantação. Por isso, se você quiser entender o sistema por inteiro, e não apenas o módulo de caixa, vale ler o nosso guia sobre o MarketUP Sebrae.
O PDV gratuito Sebrae é grátis para sempre?
Antes de mais nada, aqui está a parte que este artigo precisava corrigir. De fato, durante anos, a resposta curta foi “sim” — e ela vinha da própria fonte oficial. Na época, a página que o Sebrae mantinha sobre o sistema dizia, com todas as letras, que a plataforma era gratuita e sem limitação de uso. Posteriormente, essa página saiu do ar no primeiro semestre de 2026, e a descrição que a substituiu não fala mais em gratuidade. Ou seja: a informação mudou, e quem escreveu sobre o assunto naquela época estava repetindo o que a fonte dizia.
Atualmente, porém, a resposta é mais precisa, e ela tem duas metades. Em primeiro lugar, o ERP do MarketUP continua gratuito para usar: cadastro de produtos e clientes, estoque, financeiro e emissão de notas seguem disponíveis sem mensalidade. O módulo de PDV, por sua vez, é liberado gratuitamente no primeiro ano de uso, contado a partir da criação da conta. Depois desse período, você decide se contrata o módulo ou se segue apenas com o ERP.
Consequentemente, dizer que o sistema “virou pago” é impreciso. Na verdade, o que passou a ser cobrado é um módulo específico, que a própria fabricante classifica como opcional. Além disso, se você quer entender a mudança em detalhe, escrevemos sobre ela quando o MarketUP deixou de ser gratuito em parte dos recursos.
O PDV é obrigatório para vender?
Não é. Essa talvez seja a informação mais útil deste texto, porque quase ninguém a menciona. Ou seja, o módulo de caixa é um facilitador de balcão, e não a única porta de entrada da venda no sistema. Assim, quem opta por não contratá-lo continua registrando vendas pelo caminho Vendas > Pedido, dentro do próprio ERP. Além disso, o pedido de venda gera o lançamento financeiro, aparece no fluxo de caixa como receita da operação e permite emitir nota fiscal.
Entretanto, o caminho é mais longo. Por exemplo, no caixa a venda começa e termina na mesma tela, sem exigir identificação do cliente. Ao passo que, no pedido de venda, o fluxo documentado passa pela seleção do cliente e pelos endereços, e a baixa de estoque acontece num passo posterior, o de entrega do pedido — e só quando o parâmetro de movimentação de estoque está habilitado nas configurações. Em outras palavras: funciona, mas dá mais trabalho. Por fim, o passo a passo completo está no artigo sobre como continuar usando o sistema sem aderir a nenhum plano.
E a nota fiscal, muda alguma coisa?
Atualmente, o MEI ainda é dispensado de emitir documento fiscal quando vende para consumidor pessoa física. A emissão é obrigatória quando o cliente é empresa inscrita no CNPJ e também sempre que o consumidor pedir a nota. Contudo, essa dispensa tem data para acabar: a Lei Complementar 214/2025 mudou a regra e, a partir de 1º de janeiro de 2027, a emissão passa a ser obrigatória em todas as vendas do MEI. Além disso, a Resolução CGSN nº 190/2026 já regulamentou a mudança e prevê o uso preferencial e gratuito da Nota Fiscal Fácil nas vendas de mercadorias — preferencial, e não exclusivo.
Sem dúvida, vale um alerta sobre textos antigos, inclusive versões anteriores deste. De fato, o cupom emitido por equipamento SAT, muito citado até pouco tempo atrás, está com a emissão vedada em São Paulo desde 1º de janeiro de 2026. Como as regras variam por estado e por atividade, confirme com o seu contador o que se aplica ao seu caso. Por isso, se o seu negócio emite cupom no balcão, o guia sobre emitir NFC-e no MarketUP cobre a parte operacional.
Para quem o módulo de caixa compensa
Antes de tudo, a resposta honesta depende do seu balcão. Assim, se você atende presencialmente todos os dias, com fila e volume, o caixa resolve em segundos o que o pedido de venda resolve em vários passos — e o ganho de tempo aparece já na primeira semana. Por outro lado, se a sua loja tem poucas movimentações diárias, ou se você vende principalmente sob encomenda, o pedido de venda dá conta do recado sem custo nenhum.
Existe, porém, um caso em que a escolha não é livre. Por exemplo, bares e restaurantes que trabalham com comanda dependem do módulo de caixa: a comanda é uma funcionalidade que roda dentro dele, e o fechamento da mesa cai direto na tela de pagamento. Em contrapartida, sem o módulo resta o lançamento de venda avulsa — o que não sustenta uma operação de salão. Assim sendo, para esse perfil o módulo não é conveniência, é infraestrutura.
O que continua gratuito de qualquer forma
Independentemente da sua decisão sobre o módulo de caixa, o restante do sistema segue disponível sem mensalidade. De acordo com a central de ajuda do fabricante, quando o PDV é desativado, continuam funcionando — entre outras funções — contas a pagar, contas a receber, fluxo de caixa, emissão de nota fiscal e gestão de estoque. Na prática, é o suficiente para manter a empresa organizada: veja como montar o seu controle de estoque gratuito e como acompanhar o fluxo de caixa gratuito no dia a dia.
Ainda mais, uma observação para quem chega buscando programa para baixar: o MarketUP funciona totalmente online. Portanto, não é preciso instalar nada no computador nem manter servidor próprio — o acesso acontece de qualquer lugar com internet. Por fim, se você ainda está avaliando a categoria antes de escolher, o nosso guia de ERP gratuito para pequena empresa ajuda a comparar o que importa.
O que eu digo para quem me pergunta
Depois de anos implantando esse sistema em pequenos negócios, aprendi que a pergunta sobre o preço quase nunca é sobre o preço. Na verdade, é sobre confiança. Por isso prefiro responder assim:
Quando o cliente não tem processo definido, é uma das primeiras coisas que fazemos questão de ajudar. É muito importante o cliente estar ciente de tudo que o sistema faz — o PDV não é apenas registrar a venda e pronto, ele pode ter um fluxo de caixa completo com contas a pagar e a receber para ter maior previsibilidade. Além disso, tem impactos importantes em toda a lógica de movimentação de estoque.
Patricia Reis, consultora da Be Free Tecnologia
Sobre a cobrança do módulo, minha posição é direta. Ou seja, o empresário usa um ano inteiro sem pagar nada, com tempo de sobra para medir se a ferramenta devolve o que promete. Se depois desse ano ele não conseguiu se organizar para pagar uma mensalidade baixa, o problema provavelmente não é a mensalidade — é hora de olhar para o próprio negócio. Afinal, esse tipo de custo é despesa de funcionamento da empresa, como a conta de luz ou o aluguel do ponto. Certamente, ninguém espera que a energia elétrica seja gratuita para sempre.
Na verdade, a reação que mais vejo não é revolta. É alívio, quando o empresário entende que o sistema inteiro não foi embora junto com o módulo. Por exemplo, quem é MEI e quer ver o caixa funcionando na prática pode acompanhar o passo a passo de como vender pelo PDV gratuito para MEI, e quem quer entender os critérios de escolha antes de decidir encontra tudo no guia de sistema PDV gratuito.
Como começar
Em resumo: o PDV gratuito Sebrae existe, mas com outro nome e com uma regra que vale conhecer antes de começar. O ERP é gratuito, o módulo de caixa acompanha no primeiro ano, e depois disso a decisão é sua — com uma alternativa dentro do próprio sistema para quem preferir não contratá-lo. Acima de tudo, o que faz diferença não é qual módulo você usa, e sim ter um processo organizado por trás dele.
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Perguntas frequentes sobre o PDV gratuito Sebrae
Existe, mas com outro nome. Antes de tudo, o sistema que ficou conhecido assim se chama MarketUP. O apelido vem de um edital que o Sebrae abriu em 2013 para oferecer um sistema de gestão aos pequenos negócios, e desde então a ferramenta é indicada pelo Sebrae.
Não. Na verdade, o sistema é desenvolvido por uma empresa privada de tecnologia, criada em 2012. Ou seja, o Sebrae indica a ferramenta no seu catálogo de parceiros, o Sebrae Conecta, mas não a desenvolve nem a vende.
Não. Na verdade, o PDV é gratuito apenas no primeiro ano de uso, contado a partir da criação da conta. Depois desse período, você escolhe entre contratar o módulo ou seguir usando apenas o ERP.
Segundo a central de ajuda do fabricante, quando o módulo PDV é desativado o restante do ERP continua sem custo — entre outras funções, contas a pagar, contas a receber, fluxo de caixa, emissão de nota fiscal e gestão de estoque.
Não. De fato, o MarketUP funciona totalmente online. Ou seja, você não precisa instalar programa no computador nem manter servidor próprio, e acessa o sistema de qualquer lugar com internet.
Não é. Na verdade, o módulo de caixa é um facilitador de balcão. Assim, quem não o contrata continua registrando vendas pelo caminho Vendas > Pedido, dentro do próprio ERP, que gera o lançamento financeiro e aparece no fluxo de caixa.
Gratuidade, nota fiscal e casos específicos
Sim. De fato, a emissão de nota fiscal faz parte do ERP e continua disponível sem mensalidade. O pedido de venda também permite emitir nota. Confirme com o seu contador qual documento se aplica à sua atividade e ao seu estado.
Não. Ou seja, o Sebrae indica a ferramenta no catálogo de parceiros e não cobra por ela. Além disso, a política comercial do sistema é definida pela empresa que o desenvolve.
Serve. De fato, o MEI usa o mesmo sistema, com ERP gratuito e o módulo de caixa liberado no primeiro ano. Vale lembrar que, a partir de 1º de janeiro de 2027, a emissão de documento fiscal passa a ser obrigatória em todas as vendas do MEI.
Funciona, contudo com uma ressalva importante. A comanda é uma funcionalidade que roda dentro do módulo de PDV. Sem esse módulo, resta o lançamento de venda avulsa, o que normalmente não sustenta uma operação de salão com mesas.
De fato, o módulo de PDV é o único que opera em modo offline por um período limitado, retomando a sincronização quando a conexão volta. Os demais módulos do ERP exigem conexão.
Antes de tudo, a contagem começa na data de criação da conta, e não no primeiro uso do caixa. Se você não tem certeza de quando cadastrou a empresa, o suporte do sistema ou o seu consultor conseguem confirmar a data.


